A brincadeira dos blogs chegou ao Juntado com fé.
Não que seja exatamente uma honra pro blog começar o ano com um post de brincadeira, mas prá não perder o propósito desse espaço vou fazer a brincadeira linkando com o assunto casamento.
A primeira regra da brincadeira é dizer quais são as regras, então, vamos lá:
1. Linkar a pessoa que te indicou: Sobre Anjos e Fantoches, escrito pela Ana Flávia, vulgo Kátia Flávia.
2. Escrever as regras do mesmo em seu blog:
a) Contar seis coisas aleatórias sobre você: (aqui, sobre casamento)
b) Indicar pessoas e colocar os links no final do post (vide o fim do post)
c) Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela: (chequem isso nos blogs indicados)
HO HO, VAMOS LÁ!
2.
a) 6 coisas aleatórias sobre casamento
1. Quando você junta com fé, por mais maravilhoso que isso seja, rola uma saudadezinha de lembrar como é estar sozinho em casa. Então, para estes momentos, sempre conto com obanheiro. Um lugar impenetrável onde você pode estar só com você mesmo sem peso na consciência. Seja para fazer o que for, ou simplesmente não fazer nada, o banheiro é um grande aliado na luta pela manutenção da sua individualidade.
2. A mania do marido de não colocar a cueca dentro do cesto de roupa suja me irrita profundamente, mas como eu sei que isso é uma baboseira (se vc ler isso, marido, saiba que é só isso que posso relevar nesse aspecto, ok?) e não vale a pena brigar por esse tipo de coisa, relevo.
3. O(s) porteiro(s) do prédio são uns grandecíssimos FDPs, que deixam subir qualquer pessoa sem antes interfornar. Isso pode acabar com um casamento. Tomar cuidado com o que se passa na sala em horários adequados para menores é bastante válido.
4. Nada no mundo me deixa mais feliz do que ganhar um sorriso do marido de manhã. Porque ele é lindo! (ahhh o amooooor)
5. Lá em casa não tem comida na geladeira. A alimentação do casal é à base de cerveja, amendoim, miojo e pizza. Não sei como melhorar isso, se alguém tiver idéias, me avise. Considere que chego em casa morta de cansaço e o pique de ficar lavando alface é -7.
6. Casar é ótimo, mas fica melhor ainda quando você entende que amar é um exercício diário de paciência, respeito e conquista. Assim, as coisas fluem!
b) And the Oscar Go to: Cine Clube Café e C'est quoi ce bordel?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
esclarecimento
O texto publicado anteriormente é de autoria do meu digníssimo.
Como a comunicação 2.0. é democrática e nisso está incluso este blog, postei o texto na íntegra, sem edições, sem reclamar.
A réplica virá?
Como a comunicação 2.0. é democrática e nisso está incluso este blog, postei o texto na íntegra, sem edições, sem reclamar.
A réplica virá?
constatação
Não se faz mais mulheres como antigamente.
Essa é a conclusão de uma conversa de almoço entre 5 homens.
E não é que estes sonham com Amélias, donas de casa perfeitas.
As mulheres modernas tão mais rebeldes que as queimadoras de sutiã de outros tempos. Durante muito tempo elas lutaram por direitos iguais e hoje estão meio assim, se sentindo superiores. Não querem saber de afazeres domésticos, na verdade fogem disso. Louça na pia, agora é tarefa de homem (não que antes fosse de mulher), roupa na máquina trabalho pra macho e assim vai. Ai de você se pedir pra passar uma camisa, é briga na certa. "Tá achando que sou sua empregada" é a resposta default.
Não, não acho que você é minha empregada. Só preciso de ajuda pra realizar uma tarefa que não tenho aptidão.
Elas se sentem humilhadas com um simples pedido e alguns de nós estão encontrando dificuldades até em dividir as tarefas domésticas, acreditem, ou não.
As mulheres mudaram, talvez evoluiram demais, não sei, mas a verdade é que o equilíbrio estava em nossas mães(outro consenso). Trabalhava, cuidavam da casa, do marido e ainda nos criaram.
Ah! Esposas, mulheres, namoradas, casos e etc. Não, isso não é uma reclamação, é uma constatação.
Por: RCM, o Marido
Essa é a conclusão de uma conversa de almoço entre 5 homens.
E não é que estes sonham com Amélias, donas de casa perfeitas.
As mulheres modernas tão mais rebeldes que as queimadoras de sutiã de outros tempos. Durante muito tempo elas lutaram por direitos iguais e hoje estão meio assim, se sentindo superiores. Não querem saber de afazeres domésticos, na verdade fogem disso. Louça na pia, agora é tarefa de homem (não que antes fosse de mulher), roupa na máquina trabalho pra macho e assim vai. Ai de você se pedir pra passar uma camisa, é briga na certa. "Tá achando que sou sua empregada" é a resposta default.
Não, não acho que você é minha empregada. Só preciso de ajuda pra realizar uma tarefa que não tenho aptidão.
Elas se sentem humilhadas com um simples pedido e alguns de nós estão encontrando dificuldades até em dividir as tarefas domésticas, acreditem, ou não.
As mulheres mudaram, talvez evoluiram demais, não sei, mas a verdade é que o equilíbrio estava em nossas mães(outro consenso). Trabalhava, cuidavam da casa, do marido e ainda nos criaram.
Ah! Esposas, mulheres, namoradas, casos e etc. Não, isso não é uma reclamação, é uma constatação.
Por: RCM, o Marido
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
"terezita"
Aí que numa coincidência bizarra, depois de publicar o post de ontem e comentar aqui no meu trabalho que achava que Dona Terezinha não devia andar bem porque há dias eu não sentia cheiro de comida gostosa lá em casa. Descubro, às 23h40 da noite de ontem, que Dona Terezinha, ou "Terezita" para os moradores do prédio, faleceu.
Mais bizarro que isso , na quinta-feira da semana passada - ter visto uns enfermeiros da Sancil (empresa de homecare) entrarem no prédio. Como o condomínio tem moradores numa média de idade de 150 anos cogitei que podia ser para o apartamento da minha vizinha, mas desencanei do assunto porque na verdade, do 1º ao 15º andar podia existir um velhinho precisando de serviços de enfermagem.
Enfim, embora ela achasse meu marido "liiiindo", "uma beleza de rapaaaaz" e eu tenha feito um post especialmente dedicado a isso tirando um sarro e embora também eu nunca tenha ido tomar café na casa dela, como insistia desde o primeiro dia que me viu, fiquei chateada pela morte dela. Dessas pessoas que viram personagens na vida da gente, né?
Bom, fiquei triste. Sentida mesmo.
Que Deus a tenha em bom lugar. Que Nossa Senhora a receba bem lá no céu, ou onde quer que ela esteja.
Vou colocar um poema do Álvaro de Campos, heterônimo do Fernando Pessoa, meu prediletinho em homenagem à D. Terezinha. Embora o texto chame-se "Aniversário" tem mais a ver com velhice e a morte.
Amém.
Aniversário
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhaslágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos, 15/10/1929
Mais bizarro que isso , na quinta-feira da semana passada - ter visto uns enfermeiros da Sancil (empresa de homecare) entrarem no prédio. Como o condomínio tem moradores numa média de idade de 150 anos cogitei que podia ser para o apartamento da minha vizinha, mas desencanei do assunto porque na verdade, do 1º ao 15º andar podia existir um velhinho precisando de serviços de enfermagem.
Enfim, embora ela achasse meu marido "liiiindo", "uma beleza de rapaaaaz" e eu tenha feito um post especialmente dedicado a isso tirando um sarro e embora também eu nunca tenha ido tomar café na casa dela, como insistia desde o primeiro dia que me viu, fiquei chateada pela morte dela. Dessas pessoas que viram personagens na vida da gente, né?
Bom, fiquei triste. Sentida mesmo.
Que Deus a tenha em bom lugar. Que Nossa Senhora a receba bem lá no céu, ou onde quer que ela esteja.
Vou colocar um poema do Álvaro de Campos, heterônimo do Fernando Pessoa, meu prediletinho em homenagem à D. Terezinha. Embora o texto chame-se "Aniversário" tem mais a ver com velhice e a morte.
Amém.
Aniversário
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhaslágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Álvaro de Campos, 15/10/1929
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
a paixão da dona terezinha
"Ai que menino lindo! Não acha Terezinha? Olha só que rapaz bonito", diz dona Ivani, a moradora do 71. "Nossa, mas como é bonito esse rapaz! Que beleza! Coisa linda! Meu filho, como você é bonito", complementa dona Terezinha, nossa vizinha de porta, do apartamento 81.
Com pelo menos 250 anos de existência, Dona Terezinha xaveca meu próprio marido, enquanto eu, descabelada, tento me equilibrar no banquinho da cozinha para guardar as compras do supermercado*.
"Cadê sua esposa?", pergunta a vizinha. "Tá lá em casa já, dona Terezinha", responde o Marido. "Ah, mas que casal boniiiito. Fala pra ela vir aqui tomar um cafézinho comigo". "Pode deixar, Dona Terezinha, eu falo sim. Ela já deve estar descansando essa hora, mas eu digo para ela vir aqui!". "Ah sim, meu filho. Claro. Venha quando quiser. Tão bonito esse menino, né Ivani??". "O quêêê???"
Deixa pra lá. Fim de papo. Só pra dizer que as velhinhas matusaléns do prédio não perdem por esperar! Que coisa é essa de xavecar marido alheio???
HA HA HA
* a história trágica do supermercado virá!
Com pelo menos 250 anos de existência, Dona Terezinha xaveca meu próprio marido, enquanto eu, descabelada, tento me equilibrar no banquinho da cozinha para guardar as compras do supermercado*.
"Cadê sua esposa?", pergunta a vizinha. "Tá lá em casa já, dona Terezinha", responde o Marido. "Ah, mas que casal boniiiito. Fala pra ela vir aqui tomar um cafézinho comigo". "Pode deixar, Dona Terezinha, eu falo sim. Ela já deve estar descansando essa hora, mas eu digo para ela vir aqui!". "Ah sim, meu filho. Claro. Venha quando quiser. Tão bonito esse menino, né Ivani??". "O quêêê???"
Deixa pra lá. Fim de papo. Só pra dizer que as velhinhas matusaléns do prédio não perdem por esperar! Que coisa é essa de xavecar marido alheio???
HA HA HA
* a história trágica do supermercado virá!
o seu e o meu agora virou nosso
Aí que casar é o máximo de legal, mas não é fácil.
Dividir o seu espaço - que é recentemente seu, no meu caso - com uma outra pessoa nunca é tarefa simples. Em contrapartida é necessário pensar que quando se casa deixa de existir - ao menos fisicamente * - o "seu" espaço e passa a acontecer o NOSSO espaço. É claro que ter alguma privicidade, ainda que casado, é importante, mas há casais que não têm essa oportunidade.
Por exemplo, gente que mora em casas/apartamentos muito pequenas. Um sufoco. Imagina só: Ela, de tpm, quer ver novela. Ele, cansado, futebol. Ela, de dieta, quer comer só alface. Ele, nem aí pro peso, resolve comer a pizza do dia anterior requentada na frigideira. Ela quer só dormir. Ele quer sexo. Ele que cerveja e amendoim. Ela quer coca-cola. Eles querem deitar no sofá, mas ela já está lá aboletada lendo.
Um gosta do quadro na parede "mais pra direita", o outro acha que tem que centralizar. Ela ama rendas, bordados, frufrus. Ele quer tudo liso. Ele deixa o tênis na sala. Ela quer receber a sogra com a casa arrumadinha. Ele sonha com a TV gigante. Ela acha melhor ir viajar. E aí, como faz?
Faz que conversa, briga, discute, chateia e no fim, ao fazer as pazes, o amor vence. Pelo menos eu acho.
Dividir o seu espaço - que é recentemente seu, no meu caso - com uma outra pessoa nunca é tarefa simples. Em contrapartida é necessário pensar que quando se casa deixa de existir - ao menos fisicamente * - o "seu" espaço e passa a acontecer o NOSSO espaço. É claro que ter alguma privicidade, ainda que casado, é importante, mas há casais que não têm essa oportunidade.
Por exemplo, gente que mora em casas/apartamentos muito pequenas. Um sufoco. Imagina só: Ela, de tpm, quer ver novela. Ele, cansado, futebol. Ela, de dieta, quer comer só alface. Ele, nem aí pro peso, resolve comer a pizza do dia anterior requentada na frigideira. Ela quer só dormir. Ele quer sexo. Ele que cerveja e amendoim. Ela quer coca-cola. Eles querem deitar no sofá, mas ela já está lá aboletada lendo.
Um gosta do quadro na parede "mais pra direita", o outro acha que tem que centralizar. Ela ama rendas, bordados, frufrus. Ele quer tudo liso. Ele deixa o tênis na sala. Ela quer receber a sogra com a casa arrumadinha. Ele sonha com a TV gigante. Ela acha melhor ir viajar. E aí, como faz?
Faz que conversa, briga, discute, chateia e no fim, ao fazer as pazes, o amor vence. Pelo menos eu acho.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
empacada
To com dois posts bem legais na cabeça e não sai pro teclado a idéia.
Em breve eles surgem. Antes que um esbofeteie o outro.
Em breve eles surgem. Antes que um esbofeteie o outro.
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